segunda-feira, 22 de junho de 2009
"Eu sou mais forte do que eu"
C.L.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
segunda-feira, 15 de junho de 2009
segunda-feira, 8 de junho de 2009
quarta-feira, 3 de junho de 2009
Eu fico entre a pele seca e o céu. Não estou onde deveria e até esqueço por uns instantes: eu sou só um olho vivo pulsante.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
Pulsações
Correndo correndo com o coração pulsando daquele jeito do lado da linha de trem: pulsando entre a corrida, a chuva e a vida.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
indizíveis da madrugada.
Me vira, me vira a cabeça e eu fico pensando naquela cena, ou talvez melhor, eu fico sentindo aquele ar e eu estou ali:
Amor, eu estou sentada naquela varanda, aquela bonita varanda com aquela visão de galhos secos, lindos galhos secos que permeiam a praça e ela é tão linda e seca. Ela é assim, crua e nua, não tem nada, ganha um pouco quando alguém passa por ela... assim ganha algum caminho. Fora disso é nua, crua, quase dormente, tem o piso formigando todo, à espera de alguma explosão.
Se o Caio passasse ali jogaria alguém ao ar. Caio choraria umas lágrimas leves e pesadas ao mesmo tempo, mas como é que eu consigo te explicar, como é lindo ver, ele lhe daria cores sem pintar nenhuma parte. Ele comeria cores, vomitaria cores, jogaria elas todas ali... naquele nosso quadro branco e preto.
Você me diz que tem três horas pra nos pertencer, e eu te digo o mundo inteiro. Afinal o que me aparece são essas horas todas, à essas horas, elas nos cobrem, nos levam daí, nos levam daqui. Aquela janela era tão diferente... Eu te diria que ela não tinha as cores que deveria ter ao mesmo tempo que tinha. Essa falta de cores que é nossa, essa falta de cores que nos encobre o riso... que acompanha os segundos quando eles apenas são. Porque nessas horas eles apenas são. Nós somos apenas dois sorrisos, você mais um, você são três. Três sorriso você, um sorriso meu, e a gente fica assim... nós somos parte do segundo do mundo e pronto. Parte do segundo do mundo avança e tenta bater como relógio tic, tac, tic, tac... e hoje ele está a meu favor. Prometeu que ia me ouvir, prometeu que ia-me rir e agora até ri sem motivo, sem querer, sem alguma coisa que o levasse à mais simples mudança de expressão.
Eu repetiria mil vezes como a minha morte começa nesse terceiro sorriso... e a minha vida também. Eu não sei mais o que fazer bem, se eu acordo eu bem penso, se durmo bem vejo. Eu queria te contar da maneira mais simples possível e daí me complico...
éramos nós, era uma janela, e era sete horas, de três horas que você pediu... você procurou flores e elas murcharam, eu esperei um tempo e ele ultrapassou.
domingo, 17 de maio de 2009
meu amor de porta.
sábado, 9 de maio de 2009
suave...
eu tenho os olhos molhados de vida, um gosto de sal, de água do mar dentro e fora... e uma imensidão que viaja e forma...
uma aprendizagem ou o livro dos prazeres...
C.L.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
movimento...
segunda-feira, 4 de maio de 2009
domingo, 3 de maio de 2009
superfície.
dias azuis.
domingo, 26 de abril de 2009
dias de sombras longas.
É o vento, o vento batendo como sempre... e as janelas mais abertas do que nunca, embora não pareça... Quando ela fechar denovo já vai estar tudo remexido por dentro.
domingo, 5 de abril de 2009
domingo, 29 de março de 2009
recortes de alguma noite.
sexta-feira, 20 de março de 2009
vede o dia.
sexta-feira, 13 de março de 2009
quarta-feira, 11 de março de 2009
cuidado descuidado;
domingo, 8 de março de 2009
Eu sei, mas não devia
(Marina Colasanti)
Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.
sábado, 7 de março de 2009
me diz o que é ser feliz.
descobri que a paz é caminho, que eu sou caminho...
hoje eu sou meu quadro borrado, amanhã nem mais sei...
volúvel, volátil, volante...
meu coração me perdooa por esse leve descuido, mas eu vou me perder denovo...
eu tô um pouco esse pedaço torto, e minha alma insiste em voar... me procura um dia, pois talvez eu não ligue.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Elas existem.
“O mundo é muito vasto, muito complexo e muito fugaz para ser apreendido diretamente. Nós não estamos equipados para lidar com tanta sutileza, com tanta variedade; com tantas permutações e combinações. Temos que reconstruí-lo num modelo simples antes de lidar com ele. Para percorrer o mundo os homens têm que ter mapas do mundo.”
A crise sugere um esgotamento dos mapas. É preciso ultrapassar o reducionismo econômico e político, ambos desenhados pelo individualismo, ambos privilegiando uma visão da sociedade como um mero resultado de conjuntos de decisões individuais, para ver o mundo como um conjunto feito de partes interligadas. Para redescobrir que tudo o que fazemos afeta os outros. O individualismo nega esse fato, mas as suas conseqüências – a crise ecológica e a sua irmã gêmea, a crise financeira – obrigam a ver a relação entre a parte e o todo. Entre o lixo e o luxo. Entre um consumo conspícuo que promove os estupros sociais dos 500 pares de tênis dos moradores dos Jardins e do Leblon, por oposição ao prato de feijão que falta na mesa dos nordestinos. Estupro reiterado no luxo que produz continentes de detritos, em vez das velhas latas de lixo. É essa presença incômoda de limites não ideológicos e extrapolíticos que caracteriza a crise que vivemos. E a crise, por sua vez, aponta para um mundo vasto, complexo, sutil e carente de novos modos e mapas.
Fonte: http://www.akatu.org.br/
Descobrindo fontes recomendáveis de notícias, e (ufa!) com uma visão mais complexa do que vemos por aí sobre a crise. Vale a pena: Akatu e a Carta Maior.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
não há lugar ao sol.
Ninguém vê e sente, afinal ninguém toca.
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
tanto quero.
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
domingo, 22 de fevereiro de 2009
luz.
marcas de guerra.
Marcas de guerra, e o que você tem a dizer?
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
e agora.
pediu pela primeira vez que alguém guiasse a corda, porque perder-se dela seria muito doloroso.
abriu as portas e teve vontade de se esconder.
esse caminho todo escuro e de mistério é pra luz, ou para tornar o buraco mais fundo?
domingo, 15 de fevereiro de 2009
uma tal cumplicidade.
Sobre as cores, o caos, as nuvens cheias, o vento, o céu imenso e as sintonias finas.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
domingo, 8 de fevereiro de 2009
estranhezas.
Quando você percebe que o que foi já não é o que é, e enfim tem um ponto em algum lugar aqui.
Tempo louco, ano louco, pessoas loucas. Todos virados de cabeça pra baixo em uma bola gigante que não pára de girar. Tenho medo dessa febre, ela começa a subir tão rapidamente que daqui a pouco já me perdi. É um tanto triste quando a gente começa a não ligar mais para as distâncias. Uma turbulência e eu nem sei mais onde quero me segurar. Dizem que passa, mas quando passar, nem sei mais em que lugar vou estar.
o vento tá batendo forte hoje.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Saramago, como Caio F., diz tudo às vezes:
Nem na uniso a gente escapa.
- Encomenda aquele livro pra mim, não consegui achar em nenhum lugar!
Nem na fila da cantina da facul a gente escapa.
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
lá vem o vento novamente...
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
corações velados.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2009
escada marrom.
Preferível o quase sempre - vento.
manhã azul.
domingo, 25 de janeiro de 2009
sintomas estranhos.
Mais estranho ainda é quase perder o sábado por ter dormido até 2h45 da manhã.
Por sorte ainda existem Lisas na minha vida para me ligar e me obrigar a levantar da cama, quando me escondo de tudo.
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
domingo, 18 de janeiro de 2009
sínteses tolas...
Ela e pensar que algumas pessoas realmente não podem caber só em 7 de 365 dias.
A gente vive é pra fora da janela... ou sem janela mesmo. sem a de concreto... porque da outra, eu percebi, como nunca, a gente precisa reencontrar...
E ao mesmo tempo, já está tudo tão apagado. As ondas de luzinhas amarelas já cobriram boa parte do que nos resta...
sexta-feira, 9 de janeiro de 2009
citações.
É por isso que a gente faz faculdade.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
sábado, 3 de janeiro de 2009
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
Qualquer coisa que eu possa escrever agora parece descartável.
Me dá uma injeção de sangue, porque aqui não sobrou nada.
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
compressão.
sábado, 27 de dezembro de 2008
voltando, voltando...
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
último dia...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Terrinha alemã, cheguei!
E eu me dividindo entre a vontade imensa de ver todas as partes do caminho e o sono que vinha arrebatar-me e roubava os olhos da estrada...
Chegar aqui denovo, me reacostumar com as cores da cidade, um tanto apagadas hoje, mas que me remetem a tanta coisa...
Um berro tão bom de ouvir no interfone, abraços e as companhias... ah! Vamos lá semaninha. :}
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
sobre o mesmo dia...
sempre algo a perseguir...
Tudo escolhe sempre esse dia, ou ele que puxa tudo consigo...
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
conversas emessênicas de madrugada...
A falta de tempo faz a gente manter as coisas superficiais. Não que a gente queira, mas a gente tem que ficar se encaixando nele o tempo todo e algumas coisas ficam pra fora. Dá um certo alívio e felicidade quando as coisas que valem a pena e gostamos cabem nesse espaço e tempo todo.
O lado bom de tudo que aconteceu nas terrinhas do sul, foi retomar o contato mais próximo e ver tudo interagindo denovo... Como é bom, como é bom de alguma forma sentir tudo perto. Falta só sentir o cheiro da terra...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
querendo um pouco mais que três dias.
preenchido de preciosidades antigas.
mas anda meio dividido, não sabe se fica aqui, se permanece lá.
a corda puxa de lá e puxa de cá, e parece que de lá cada vez é mais forte...
e pede certa paz de sentar na beira do mar, de ficar na grama olhando pra nada, com um efeito de vinho, e os reencontros todos. me veêm todos à cabeça e um abraço tão apertado.
até me sinto cheia, distante.
e felizmente menos triste, vejo tudo movimentando denovo...
se me pedirem para ficar aqui, com mais alguns dias eu seco.
preciso ventar por aí, mas volto, daqui eu não me perco, não. meu paraíso... mas até do paraíso a gente pede férias.
domingo, 30 de novembro de 2008
manso.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
sobre as 'águas passadas'...
domingo, 23 de novembro de 2008
pára de chover!
fico há tantos quilômetros pedindo que pare de chover um pouco.
Enquanto isso, meu corpo todo se mantém tenso e minha mente longe.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Dia engasgado
Embora eles doam e eu peça só o refugo de um abraço. Olho para os lados e vejo tudo cheio. Ainda não chegou aqui... Me deixa me esconder um pouco no meu casulo de pedra. Mas dessa vez te dou a senha... Me importa as coisas compartilhadas e dessa vez peço que o engasgo vire vômito.
É tudo tão fragmentado. Pode existir algo inteiro? Há algo estranho no ninho... Suguei meu corpo todo pra dentro, tá díficil respirar.
sábado, 15 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
meia luz, meio vento...
meio um coração batendo calmo e forte.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
corpo espaçado, mente flutuante...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
como o caio diz tudo às vezes...
pérolas do cotidiano
Pérolas que alimentam os meus dias e tornam eles cada vez mais bizarros:
Manhã:
Enquanto inicio meu dia organizando os livros e o seu Benedito inicia o seu como sempre em leituras em voz alta na livraria. Passo ao lado e não posso me conter à pergunta ao ouvir um trecho um tanto estranho de um livro:
- Que é isso?
- Você sabe falar caipira, Tatiana?
- Ih... Acho que nem sei.
- Eu sei. Quer ver?
- "Eu vô fazê farinha".
Tarde:
Senhora enquanto aguarda a impressão do boleto:
- Tá de quantos meses?
- (risos) eu não estou grávida...
E segue-se milhares de desculpas e uma senhora quase morta de vergonha.
Fim de tarde:
Caminho rapidamente até o ponto de ônibus, quando observo um menino de 6/7 anos dançando enquanto caminha com a mãe. De repente ele me olha e solta:
- Você sabe dançar psy?
- Não sei. Você vai me ensinar?
E começa a dançar na rua.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
sensações-impressões estranhas.
mas a outra parte, a parte inteira depende de sensações, fortes, de turbilhões, puros...
tô quase falando feliz 21 anos antecipado, é tanta coisa para um ano, os dias foram meio multiplicados.
depois de passar tudo, será que vem o que agora?
acho que é a hora de fugir um pouco do lado de cá.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
ímpar;
essa paz que o paraíso sorocabano me traz.
domingo, 26 de outubro de 2008
duas doses de febre;
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
sentido;
E eu escolhi viver, antes de querer renunciar a qualquer coisa. Uma parte do que me incomodava fugiu denovo. E as coisas fluem leves. Posso até descer denovo as ladeiras e acompanhar as luzes dançarem na minha visão falha.
Elemento estranho esse que de certo é água e tem às vezes tudo próximo diluído, como corpo e o resto como coisa só e se move pelo vento.
Eu caminho nessa linha torta de olhos fechados e vivos.
sábado, 4 de outubro de 2008
mesmo que não seja mais dor.
Ah, Caio F., você diz tudo às vezes.
domingo, 28 de setembro de 2008
incógnitas rodeiam...
Mas a frase "João nunca comeu na vida, mas a vida comeu João" não sai da minha mente há dias...
Tenho uma vontade imensa de escrevê-la em um muro extenso, com garranchos grandes e tinta preta, quase um giz forte com o qual você pode riscar rapidamente.
Eu queria muito dizer isso para o mundo todo, mas embora queira, enquanto não entendo a coisa toda, fica para mim. Quero muito te dizer como ela é imensa. Mas parece que você já entenderia só de vê-la amarelando todo aquele muro.
faltará sempre a sinceridade?
Vocês desistiram da outra parte do mundo e nela quase cabe o mundo todo.
Eu preciso ver um pouco das flores lá fora.
quarta-feira, 17 de setembro de 2008
Sensação estranha.
Olho pra você e tento arrancar alguma coisa, que nem mais eu sei. Afinal, o que teria mais ali?
Esqueci que até a distância passou.
Esqueci que tudo passou.
Esqueci que afinal aqui estou. E que vou ter que segurar as pontas nos pés, agora.
Ode ao novo tempo, e estou com medo da minha mente.
domingo, 14 de setembro de 2008
sobre dias que revigoram minha alma;
Correria ainda milhares de vez embaixo de chuva.
doses de consciência;
domingo, 7 de setembro de 2008
Gritos mudos
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
leve.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
explosões;
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
jardins
terça-feira, 26 de agosto de 2008
clamo.
Eu sinto o gosto da mordaça... e que em breve, ela cai.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
descoberta do mundo.
segunda-feira, 18 de agosto de 2008
sintonia
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
um brinde.
domingo, 10 de agosto de 2008
Pois é.
sábado, 9 de agosto de 2008
vida imensa;
calmaria;
domingo, 3 de agosto de 2008
escolhas;
Depois de agonizar algum tempo na escuridão, parece que uma fresta de luz iluminava a direção certa.
quinta-feira, 17 de julho de 2008
só.
sábado, 31 de maio de 2008
metade-ficção;
Me deixa perplexa. Será que o que eu espero mesmo são essas invenções? Será que o cru, os cortes mesmo não seriam melhores?
O que pode me deixar mal um dia, pode também me reerguer.
Tudo parece mais claro desde então...
uma grande invenção;
E se a jogassem de frente a parede e o que conseguisse enxergar era somente um extenso branco? E o que poderia dizer, em hora, que não fosse inventado. Talvez o silêncio seria mais puro, mais sincero. Embora que mesmo o silêncio pode ser ilusão. A mente não tem idade, é criança sempre. Inventa e brinca.
domingo, 16 de março de 2008
segunda-feira, 10 de março de 2008
uma síntese de intensidade;
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
luz;
Parecia que finalmente havia levantado da cama, e libertado os olhos daquela certa melancolia. Mas era ilusão... um golpe do tempo, e arranca-lhe para lá denovo - alguém tenta re-pintar os muros brancos. Preciso acordar, preciso acordar do sonho, antes que façam do muro, parede, e que esqueçam de fazer nelas, as janelas. Mas antes é preciso se libertar do sonho doce...
