domingo, 26 de outubro de 2008

duas doses de febre;

Acordei com tanta febre hoje, que minha cabeça fervilha e parece explodir a tudo. Parece que nas palavras novamente não cabe o mundo inteiro que eu teria pra falar... Mas custa só dizer que eu não quero isso. Que eu quero ver tudo explodindo em mim e tudo parecendo leve. Que eu vivo disso ao contrário de abraçar vazios, cheios inteiros em você e vazios em mim.
Fiquei afim de vomitar o mundo mesmo e catar os cacos que formam o que é doce. Doce é o tanto quebrado e um tanto também inteiro de ar, e não de sufoco. Sufoco é pedir pra engolir essa merda toda que te faz rir e me fazem vomitar. Coisa bonita e colorida que pra mim é mais que transparente, e nem transparente poderia ser, porque transparência diz muito pra mim. É sem cor. É uma cor disfarçada da qual se alimentam aqueles que acham que sorriem inteiro. Ou sorriem inteiro mesmo, só quero muito longe de mim.
Me dá denovo uma chance de correr por aí. Preciso descobrir o que há fora da janela desse trem que por uns minutos-dias resolveu parar denovo.
Parece que as palavras regrediram, mas insisto em andar. Mesmo que me perca um pouco. Só não dá pra ficar nesse lugar branco por tanto tempo, daqui a pouco ele me engole.

4 comentários:

MENI disse...

"Sufoco é pedir pra engolir essa merda toda que te faz rir e me fazem vomitar."
uau.
as cores às vezes são um blefe grandão.

duda disse...

Aproveita que o trem parou um pouco e pula a janela! Deve ter um monte de cores te esperando depois da janela de vidro...

bea disse...

se bem que o branco contém todas as cores...

Álvaro de Campos disse...

Hummm...."lugar branco", ao contrário do que bea disse o branco não contém todas as cores e sim o preto. O branco é a ausência de cores, enquanto o preto é a presença de todas. E o mais engraçado de tudo é que esse lugar branco está dentro de você mesma não é? Acho que é hora de parar de andar e começar a trilhar com suas palavras, porque elas sim têm cores. Pense nisso.