sábado, 28 de fevereiro de 2009

não há lugar ao sol.

Às vezes o vento pára e fica esse tempo cinza e ele me definha pouco a pouco. Fica essa coisa opaca e sem forma. Parece tempo demais até a próxima chuva. Vontade de ficar transparente.
Ninguém vê e sente, afinal ninguém toca.

3 comentários:

Daniel M Miranda disse...

saquei.. tomara que tenham também.

maurício disse...

esse "ninguem" te inclue?

bea disse...

gostei do que o maurício perguntou. mas, na verdade, a transparência não pressupõe ausência de corpo - então dá pra tocar, ainda que por acaso.

legal mesmo é ser translúcido, não no sentidinho da rapeize, mas no sentido que a luz atravessa você.