quinta-feira, 17 de julho de 2008

só.

Seis meses antes, tudo que eu escrevia aqui tinha um pouco de você. Seis meses depois, quase tudo que escrevo aqui ainda tem um pouco de você. Há seis meses atrás essa música afastava a saudade e apertava ela um pouco mais, talvez. Há seis meses atrás, havia pouco de mim na minha vida. Seis meses depois, há muito em mim e muito em volta de mim. Mas seis meses depois é inevitável lembrar de você inúmeras vezes. É inevitável não citar o seu nome inúmeras vezes. Nunca fui tão aberta, quanto depois que te conheci. E eu te agradeço por somente me mostrar a fechadura, em vez de usar as chaves. E depois de tudo o que se passou, com certa falta de ordem, eu só procuro uma coisa: que superar essa falta seja possível em menos tempo do que já se passou. Espero apagar a dor da saudade, e substituí-las por lembranças, espero conseguir te ver como você me vê hoje. Porque não espero mais nada desde aquele dia acompanhado pelas lágrimas escorrendo do meu rosto no banco de trás do carro. Eu só espero superar essa tristeza que me bate algumas vezes... E que hoje não sei se tem mais a ver com você, ou comigo mesma.

2 comentários:

bea disse...

não conte os dias, meses e horas. eles nunca foram nossos pra perdermos tempo com números...

Andryo Dias disse...

Ai, que subjetivo, Tati! :~~

Texto subjetivo tem que ter um final fodão, gata. Senão fica só desabafo com o papel que não interessa pro leitor (exceto o cara! heheh)

Me avisa quando atualizar, hein!

;*