quarta-feira, 3 de junho de 2009

Esse frio úmido perfura a pele até os ossos e me afunda no azul imenso. O céu tem milhares de camadas azuis e eu atravesso cada uma delas com o fogo ardente e quente dos olhos. Deve ser por isso que é cor tão bonita, cor das coisas imensas, de mar e céu, de calma e tempestade.

Eu fico entre a pele seca e o céu. Não estou onde deveria e até esqueço por uns instantes: eu sou só um olho vivo pulsante.

3 comentários:

Duda disse...

Um olho vivo pulsante que preenche.
Todo o azul da cidade pra ti e todo o teu azul pra cidade.


Os olhos devem mesmo ser a porta de alguma coisa grandiosa nossa.

Vinicius disse...

gostei de imaginar esse mergulho ao atravessar as camadas de azuis.

duda disse...

Mas é exatamente isso. Essa capacidade de contemplação que me mantém viva, eu acho. Morro de medo mesmo de perder isso.
De endurecer tanto até que...


Tô amando o livro!