terça-feira, 19 de junho de 2007
Por causa disto também.
Eles tratam a idéia de o mundo acabar como algo natural. Fazem o balanço do que precisariam para terminar a vida feliz. Começam a divagar sobre casas, carros, eletrodomésticos. E não seria qualquer um, queriam o melhor.
Pelo menos, nessas profeciais, nem eles acreditam. Mas então, começa aquele assunto, tema de tantas discussões, o aquecimento global. "Mas se ficar mais quente isso, eu nem quero viver até lá".
Até lá, ela vai vivendo, gastando, comprando, poluindo, colaborando com os processos de poluição, consequentemente com o aumento da emissão dos gases que provocam o efeito estufa, sem ter a mínima consciência da existência destes, e afinal ela não entenderia. E claro, continuaria a ser um daqueles agentes humanos, os principais agentes para acelerar o processo.
O mundo vai ser de certa forma inerente ao processo. Destruído, ele se constrói, após fases de aquecimento e de gelo. Ele já nos provou isso. Pobre aqueles, que ainda colocam no mundo as consequências de suas ações e não conseguem ver que no final, os prejudicados são eles mesmos.
No final, divagam sobre as novas descobertas no espaço e sobre os planos do homem conquistar outro planeta como Marte. E porque não mudar para lá?
Penso na lógica. Um lugar novo, recursos novos, e lá vai ele continuando no mesmo processo acumulativo. Acumular cada vez mais riquezas.
O homem muda de lugar, mas não de consciência.
E assim, o mundo vai. Até quando, não sei.
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Sobre as trilhas.
A linha resolveu encontrar o infinito.
Tua voz muda.
Você, mudou-se.
Mas desta vez não era uma daquelas mudanças que ocorrem com o decorrer dos dias.
Era uma daquelas que acontecem no decorrer das vidas mesmo.
Depois de tantas trilhas, o trem pára.
Fica somente aquele gosto de saudade e um pedaço a menos em mim.
Cada estação tem seu próprio tempo.
O que importa fica dentro daqueles vagões.
E eles seguem.
Rumo incerto, tempo certo.
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
nulo.
Une os dois lados da ponte,
Prende mais os laços,
..sem nem mesmo estar ali.
E por onde anda?
Essa fica sem resposta.
Prende-se, enrosca-se e perde-se nos laços.
e se ...
segunda-feira, 8 de janeiro de 2007
viagem ao centro da terra-corpo-coração.
terminadas com emendas de laços,
As cicatrizes das emendas se vão
(ficam os laços)
E os líquidos... já escorreram para fora das veias,
estão espalhados por todo o caminho
Escorrem um pouco pela curva
Seguem em frente pela rua escura
Luzes desfocadas, ventos cortantes,
É como uma viagem pela terra,
ou uma volta sob si.
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
(elo)
Se encontraram em uma rua estreita. Tentaram evitar o encontro dos olhos mas ... a rua era muito pequena, entre a calçada e um tropeço, entre um aceno e um nome comum mencionado. Suas idéias, confiadas somente à si mesmos, sem saber eram a mesma: fugir. Um adeus já feito, que somente não foi formalizado.
um laço quebrado; o laço que em mim se forma; que também em mim acaba; enxergam palavras; mas perderam o contexto; seus corpos se encontram mas suas almas não se vêem mais;
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Esvazio.
quinta-feira, 23 de novembro de 2006
sobre saudades.

Às vezes dá vontade de ter um pó de pirlimpimpim. Ou qualquer dessas coisas mágicas, que podem nos levar à qualquer lugar ou trazer qualquer alguém que quisermos à 'este lugar'. Mas a vida aqui tem uma magia diferente daquela do sítio do tal pássaro do pózinho. Essa magia, que não permite que algumas relações acabem, mesmo à distância. Alguns 'sentidos' que a distância não apaga. E que seja assim, por favor. Pois a minha vida não se completa só de mim.
da minha maneira.

terça-feira, 7 de novembro de 2006
never is a promise.

terça-feira, 24 de outubro de 2006
o espelho da carne

quinta-feira, 19 de outubro de 2006
teus olhos entregues

O medo pode matar o seu coração"
segunda-feira, 16 de outubro de 2006
(quebra)
Pessoa dizia ter todos os sonhos do mundo
Também quero poder ter
E não viver de uma escolha
Quero explorar todos os caminhos
Ser múltiplo dentro de um
Do futuro ninguém sabe
Quero viver de planos
e surpresas boas.
Eu sou a contradição?
Diante do mundo moderno, um ser não definido.
Sociedade, etiqueta, classifica e organiza.
quinta-feira, 3 de agosto de 2006
tempestades

Saudade de ter pra quem correr quando a tempestade começa. De não passar o tempo sentindo nada. de ter os dias corridos, ocupadíssimos, com mil funções, que apesar do cansaço enorme que causam, no final do dia te fazem deitar a cabeça no travesseiro e pensar "valeu a pena". Acorda no outro dia, correndo ainda e parte com uma satisfação e objetivos concretos.
As paredes manchadas, marcadas pelas diversas mudanças que a casa suportou, parecem mais solitárias que nunca. de repente a casa se tornou gigantesca e vazia.
Eu nunca fui tão paciente quanto nos últimos meses. Você acaba aprendendo que ela é necessária para não perder algumas coisas importantes. Mas nas últimas semanas não sei porque, muitas vezes ela resolveu sumir, me abandonar. De certa forma eu mesma tenho deixado ela ir sem algum esforço.
tudo mudou e eu não vi. Eu estava de fora, longe, mas dessa vez sem observar. Eu somente estava ali parada, estática, sem reação.
E quando eu ajudei os outros a reconstruir suas barreiras quebradas, a minha fortaleza caiu, se perdeu em meio a eles.
E o pior de tudo é pensar tudo isso, e não saber se é isso mesmo.
saudade de ter pra quem correr quando a minha tempestade começa.
terça-feira, 27 de junho de 2006
(querer)
inverno, pelas cortinas atravessa um vento cortante
dia escuro, pela janela brilho não se vê
mas ainda, não é isso que falta
neste dia primeiro de julho
não é a luz do sol,
o que me ilumina
na verdade
é você,
abre o sorriso,
o resto a gente não vê.
sexta-feira, 19 de maio de 2006
Uma carta
sábado, 6 de maio de 2006
como um passo de dança.
e só caia novamente em vão.
procurava um sonho novo
começar novamente
em um céu mais limpo
onde não haja nuvens
para impedir o voar.
que a imaginação possa fluir
sem atrapalhar os sentidos.
que o tom dos dias
seja claro e breve
os segundos mais completos
e os sorrisos mais sinceros.
você pode começar com
um passo de dança
aprenda a flutuar sobre os pés
que te levam a lugar nenhum
e te completam
em alguns minutos.
palavras simples jogadas ao vento
alcançam os melhores ouvintes
abrem corações
renovam as paixões ..
sexta-feira, 28 de abril de 2006
a dois.
caminharam envoltos de desejo
e no caminho há um porém;
será que não consegues ver o interior
dilacerado por palavras não ditas
vivenciadas no refúgio criado em minha mente
és caminho sem volta e passos em vão
profundos lampejos que não levam à luz
a mais dolorosa das sensações
há de afirmar que o silêncio fere menos
mas somente impede a cicatrização veloz
talvez encontre as respostas nas madrugadas hostis
mas por enquanto as curvas na estrada
me impedem de prosseguir
no fervor dos desejos haveria brilho
dentro de teus olhos e tão distantes dos mesmos
conseguira me tornar o reflexo dos teus desejos
não mais que isso
teus olhos não conseguem ver o corpo dilacerado por dentro
estais nú diante de sentimentos anteriores
viris, tuas vísceras dilaceram o que estaria para nascer
então a luz se a apaga, o brilho se perde,
em um mar de sensações vazias
me encontro adentro de um anonimato cruel
o único, generalizado por ti.
arranha, corta, grita e silencia.
segunda-feira, 24 de abril de 2006
entre os ventos.
entre os ventos que contrariam os dias nublados
entre as águas límpidas e frescas
a gravidade te impede de voar
mas não te impede de alcançar o céu
terça-feira, 18 de abril de 2006
fosco.
...
Lembro do choro da menina
Das luzes vermelhas ofuscadas pelos vidros lá fora
Do sono que não vem
A luz ofusca os sonhos
Até mesmo os sonhos mais bonitos
brotam da escuridão do nosso ver.
terça-feira, 11 de abril de 2006
inspirações
- Isso é especial, você consegue sentir? Meus dias são mais completos ao seu lado, seus abraços são a fonte de energia que as poucas horas de sono não me dão..
E continuaram a caminhar sobre as folhas caídas de outono...