terça-feira, 24 de outubro de 2006

o espelho da carne


Acordou e entregou sua imagem ao espelho. A partir de agora você só vai ficar aí. Eu sou agora só a reflexão dessas auras doentes. Me entrego à ti, pelo reconhecimento destas. Onde a loucura é presente desde que vieram à este mundo. Não a sua própria loucura, mas a loucura imposta pela sociedade. Ah! Aquele desespero sutil revelado ao meu olhar. O mais desesperador não era aquela dor, e sim a presença dela durante toda a existência destes. O poder de escolha era nulo, a doença não nasce em si, mas no outro. E agora você consegue perceber onde está o doente? (Sim, está dentro de mim). A degradação só existe no meu olhar. Mas o meu olhar é multiplicado, e o deles só consegue ser um. E mesmo com a morte, sempre será um. Somente um conseguirá ver a essência. Enquanto isto não mudar, o desespero vai nascer e refletir dos teus olhos, como uma marca imposta na pele. E a sua degradação começa quando você percebe que é quem lhes retira as chances de uma vida normal.
Apesar de o mundo moderno ser o doente, a doença só te corrói quando você vê através dela.

2 comentários:

Fernando Trevisan disse...

Hum!
Notei traços da Lygia aí. E que boa reflexão, gostei =)
:*

Waltin disse...

nossa... obrigado, hã? fiquei até com vergonha agora, hehehe.

blumenau é um belo lugar.

lê-la-ei com mais atenção essa semana. minha gripe me impede de dar qualquer atenção a mais de 3 linhas em seguencia sem sujar o monitor. diaxo.

aliás. como você chegou no meu blog?