quarta-feira, 13 de dezembro de 2006

Esvazio.

Você nunca vai entender, meu amor, o que é lutar em uma guerra onde armas são palavras. Elas disputam entre si um sentido que não as pertence. E quando os adversários trazem o campo de batalha para dentro de mim, machuca. Os sentidos são inerentes à mim. Eles encontram uma porta que nem eu sei onde está, e entram. É como um corte na pele. E minha fuga é sempre pelas palavras. Com seus sentidos múltiplos e nulos. Mas sabe... novos cortes aparecem. E eles não cicatrizam nunca, só se multiplicam. Minha calculadora perdeu uma das operações mais importantes. Ou ela se inverteu. E eu espero enfim, que ela encontre, e minimize novamente o meu caos.
Minha válvula de escape, meu martírio.


Um comentário:

Fernando Trevisan disse...

ISSO sim é poesia.

O resto é palavrório, vômito fedido de egos magoados.

;***