terça-feira, 7 de novembro de 2006

never is a promise.


Transfere para o piano os toques de angústia que marcaram os pálidos dias de setembro em sua infância. Da mesma forma que suas entranhas foram violadas, ela viola todos os limites sonoros. Lhes exprime, retira deles o possível e o impossível. A vida nesta sociedade é uma eterna volta ao lar, mas para lá ela resolveu não voltar mais. Em seu rosto parece que sempre permanecerá certa inocência infantil. Mas os seus sonhos e aspirações se foram juntamente aos gritos de desespero, que nunca silenciam. Eles continuam escondidos em cada nota. As palmas ao fim de cada apresentação são para vocês, meros fantoches de um palco de ilusões.
Can't you see?
never is a promise ...

Um comentário:

Luiz Esparrachiari disse...

É triste quando o passo seguinte, não parece um passo adiante.