sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
conversas emessênicas de madrugada...
... e coisas que vão surgindo:
A falta de tempo faz a gente manter as coisas superficiais. Não que a gente queira, mas a gente tem que ficar se encaixando nele o tempo todo e algumas coisas ficam pra fora. Dá um certo alívio e felicidade quando as coisas que valem a pena e gostamos cabem nesse espaço e tempo todo.
O lado bom de tudo que aconteceu nas terrinhas do sul, foi retomar o contato mais próximo e ver tudo interagindo denovo... Como é bom, como é bom de alguma forma sentir tudo perto. Falta só sentir o cheiro da terra...
A falta de tempo faz a gente manter as coisas superficiais. Não que a gente queira, mas a gente tem que ficar se encaixando nele o tempo todo e algumas coisas ficam pra fora. Dá um certo alívio e felicidade quando as coisas que valem a pena e gostamos cabem nesse espaço e tempo todo.
O lado bom de tudo que aconteceu nas terrinhas do sul, foi retomar o contato mais próximo e ver tudo interagindo denovo... Como é bom, como é bom de alguma forma sentir tudo perto. Falta só sentir o cheiro da terra...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
querendo um pouco mais que três dias.
coração anda inflando novamente.
preenchido de preciosidades antigas.
mas anda meio dividido, não sabe se fica aqui, se permanece lá.
a corda puxa de lá e puxa de cá, e parece que de lá cada vez é mais forte...
e pede certa paz de sentar na beira do mar, de ficar na grama olhando pra nada, com um efeito de vinho, e os reencontros todos. me veêm todos à cabeça e um abraço tão apertado.
até me sinto cheia, distante.
e felizmente menos triste, vejo tudo movimentando denovo...
se me pedirem para ficar aqui, com mais alguns dias eu seco.
preciso ventar por aí, mas volto, daqui eu não me perco, não. meu paraíso... mas até do paraíso a gente pede férias.
preenchido de preciosidades antigas.
mas anda meio dividido, não sabe se fica aqui, se permanece lá.
a corda puxa de lá e puxa de cá, e parece que de lá cada vez é mais forte...
e pede certa paz de sentar na beira do mar, de ficar na grama olhando pra nada, com um efeito de vinho, e os reencontros todos. me veêm todos à cabeça e um abraço tão apertado.
até me sinto cheia, distante.
e felizmente menos triste, vejo tudo movimentando denovo...
se me pedirem para ficar aqui, com mais alguns dias eu seco.
preciso ventar por aí, mas volto, daqui eu não me perco, não. meu paraíso... mas até do paraíso a gente pede férias.
domingo, 30 de novembro de 2008
manso.
Enfim, gosto de você por perto. Mas eu fico tentando meio esconder, porque pode ser que você não entenda... Sempre essa coisa meio instável dominando meu corpo e a minha mente.
Eu odeio como essa coisa de "faltará sempre a sinceridade" permeia o que é desfeito. Parece sempre se repetir, embora alguns lapsos salvem a coisa toda, mas são raros... Enquanto isso fico a todo tempo procurando o que eu penso e sinto linearmente, afinal para mim aquelas partezinhas marcantes ficam e significam, sempre quando reencontro.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
sobre as 'águas passadas'...
Para o Daniel, o motivo do post era esse: http://allesblau.net/
Há dois meses meu coração andava apertado, querendo muito estar pelas terrinhas do sul denovo, e passar um tempo nem que fosse jogada no sofá da irmã de tarde morrendo de calor, e depois cozinhando alguma guloseima nossa no sofá. Com aquela coisa nossa, de tanto tempo: apoiadas nos nossos próprios ombros. Querendo conhecer o Thomas, que nasceu e eu ainda nem vi. Querendo estar do lado do Bruninho, acompanhando as linhas infinitas que surgem daquele menino e vão parar sei lá onde... Bruninho é imaginação pura... meu ponto simples e que me faz respirar tão puro no meio de tanta coisa dura e tanto concreto. E na semana passada, que me veio o Marcos na mente e me deu um aperto e uma vontade de estar perto, meu quase vizinho, companheiro, que me dizia as coisas que mais tarde estariam tão presentes na minha mente... Sentada em um bar qualquer com o Ti, tomando a cerveja que agora eu quero. Rindo com a Raquélica como sempre...
E tudo isso foi literalmente por água abaixo...
Hoje eu só consigo pensar em quando é que isso tudo vai passar, e eu nem sei bem como, afinal vão ter que reconstruir a cidade inteira, ou acabar com os morros todos, desviar os ribeirões, tirar casas do nada e colocar onde aliás?
Meu coração tá apertado, metade aqui, metade lá, uma coisa meio engasgada e a sensação estranha de pensar que foi lá e que isso tudo aconteceu. E que coisa surreal.
Foi a coisa mais direta que esse blog já teve, mas foi um desengasgo, ou sei lá, um maior ainda, porque remexer nisso dói, como dói pensar em tudo que envolve isso.
domingo, 23 de novembro de 2008
pára de chover!
e dá pra ficar tranquila, mesmo há no mínimo 8 horas de distância de lá?
fico há tantos quilômetros pedindo que pare de chover um pouco.
Enquanto isso, meu corpo todo se mantém tenso e minha mente longe.
fico há tantos quilômetros pedindo que pare de chover um pouco.
Enquanto isso, meu corpo todo se mantém tenso e minha mente longe.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Dia engasgado
Pise com os pés o coração para fazer dessa dor seca, sangrar alguma coisa. Joguei tudo para o ar e transpareci, virei pedra. Venta denovo e retorna as coisas leves. Lembro bem agora, como chuva diz quando vem: "dá espaço aos vazios também..."
Embora eles doam e eu peça só o refugo de um abraço. Olho para os lados e vejo tudo cheio. Ainda não chegou aqui... Me deixa me esconder um pouco no meu casulo de pedra. Mas dessa vez te dou a senha... Me importa as coisas compartilhadas e dessa vez peço que o engasgo vire vômito.
É tudo tão fragmentado. Pode existir algo inteiro? Há algo estranho no ninho... Suguei meu corpo todo pra dentro, tá díficil respirar.
Embora eles doam e eu peça só o refugo de um abraço. Olho para os lados e vejo tudo cheio. Ainda não chegou aqui... Me deixa me esconder um pouco no meu casulo de pedra. Mas dessa vez te dou a senha... Me importa as coisas compartilhadas e dessa vez peço que o engasgo vire vômito.
É tudo tão fragmentado. Pode existir algo inteiro? Há algo estranho no ninho... Suguei meu corpo todo pra dentro, tá díficil respirar.
sábado, 15 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Acho que no dia que morrer, vou me misturar ao ar.
Ou vou cair na água mesmo com o vento todo batendo naquela cena de final, com alguém me segurando em um pote bem perto da ponta e me jogando, e eu virando todo vento e toda água, porque de alguma forma, uma hora, vamos virar uma coisa só.
Ou quando o sangue jorrar até o limite dentro do corpo, quando estiver assim meio explodindo pra fora, quando o limite transpassar o meu corpo todo, e eu já não caber aqui. Os olhos arregalados, e um suspiro.
Queria conseguir definir o significado de 'tocar', mas é uma coisa tão imensa. Que não sei a nossa visão não diz mesmo nada, afinal tudo tá além do limite visível das coisas. Como elas se aproximam muito antes de se tocarem. E quando a gente meio se bate, no meio dessa dureza toda, e o barulho dos corpos se encontrando é bem mais vivo que muita coisa. A gente vai se encontrando, e se juntando, e cada vez mais perto que no final viramos um monte de coisas flutuantes.
Flutuar, ser um pouco do ar, não sei. Essa transparência cheia.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
meia luz, meio vento...
às vezes a gente não cabe, às vezes a gente não cabe na gente...
meio um coração batendo calmo e forte.
meio um coração batendo calmo e forte.
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
corpo espaçado, mente flutuante...
Eu sento e me desfaço em pedaços, cada parte do corpo é um lado...
quinta-feira, 30 de outubro de 2008
como o caio diz tudo às vezes...
"Quando eu escrevo eu consigo ordenar tudo aquilo que eu penso. Agora, quando eu falo ou quando eu sou, simplesmente não consigo ordenar nada. Eu sou da maneira mais caótica possível."
pérolas do cotidiano
Pérolas que alimentam os meus dias e tornam eles cada vez mais bizarros:
Manhã:
Enquanto inicio meu dia organizando os livros e o seu Benedito inicia o seu como sempre em leituras em voz alta na livraria. Passo ao lado e não posso me conter à pergunta ao ouvir um trecho um tanto estranho de um livro:
- Que é isso?
- Você sabe falar caipira, Tatiana?
- Ih... Acho que nem sei.
- Eu sei. Quer ver?
- "Eu vô fazê farinha".
Tarde:
Senhora enquanto aguarda a impressão do boleto:
- Tá de quantos meses?
- (risos) eu não estou grávida...
E segue-se milhares de desculpas e uma senhora quase morta de vergonha.
Fim de tarde:
Caminho rapidamente até o ponto de ônibus, quando observo um menino de 6/7 anos dançando enquanto caminha com a mãe. De repente ele me olha e solta:
- Você sabe dançar psy?
- Não sei. Você vai me ensinar?
E começa a dançar na rua.
quarta-feira, 29 de outubro de 2008
sensações-impressões estranhas.
não queria me tornar aos olhos de alguém só a coisa dura.
mas a outra parte, a parte inteira depende de sensações, fortes, de turbilhões, puros...
tô quase falando feliz 21 anos antecipado, é tanta coisa para um ano, os dias foram meio multiplicados.
depois de passar tudo, será que vem o que agora?
acho que é a hora de fugir um pouco do lado de cá.
mas a outra parte, a parte inteira depende de sensações, fortes, de turbilhões, puros...
tô quase falando feliz 21 anos antecipado, é tanta coisa para um ano, os dias foram meio multiplicados.
depois de passar tudo, será que vem o que agora?
acho que é a hora de fugir um pouco do lado de cá.
terça-feira, 28 de outubro de 2008
ímpar;
praça, flor meio exótica e de cor forte, aquele som longe de praça de correria e risos, aquele ar cheio, sentar na grama e desfiar as linhas trançadas na nossa mente nos últimos dias, coisas que fazem todo o sentido no domingo.
essa paz que o paraíso sorocabano me traz.
essa paz que o paraíso sorocabano me traz.
domingo, 26 de outubro de 2008
duas doses de febre;
Acordei com tanta febre hoje, que minha cabeça fervilha e parece explodir a tudo. Parece que nas palavras novamente não cabe o mundo inteiro que eu teria pra falar... Mas custa só dizer que eu não quero isso. Que eu quero ver tudo explodindo em mim e tudo parecendo leve. Que eu vivo disso ao contrário de abraçar vazios, cheios inteiros em você e vazios em mim.
Fiquei afim de vomitar o mundo mesmo e catar os cacos que formam o que é doce. Doce é o tanto quebrado e um tanto também inteiro de ar, e não de sufoco. Sufoco é pedir pra engolir essa merda toda que te faz rir e me fazem vomitar. Coisa bonita e colorida que pra mim é mais que transparente, e nem transparente poderia ser, porque transparência diz muito pra mim. É sem cor. É uma cor disfarçada da qual se alimentam aqueles que acham que sorriem inteiro. Ou sorriem inteiro mesmo, só quero muito longe de mim.
Me dá denovo uma chance de correr por aí. Preciso descobrir o que há fora da janela desse trem que por uns minutos-dias resolveu parar denovo.
Parece que as palavras regrediram, mas insisto em andar. Mesmo que me perca um pouco. Só não dá pra ficar nesse lugar branco por tanto tempo, daqui a pouco ele me engole.
sexta-feira, 24 de outubro de 2008
sentido;
Eu tentei explicar como preciso das coisas explodindo muito às vezes e que calmaria só não cabe mais em mim há algum tempo. E que aquele "liberta" libertou um mundo todo dentro de mim, que pede pra gritar às vezes, e eu deixo. Não cabe ainda te explicar todas essas coisas que passaram, mas eu queria tentar, pra não ser nenhuma vez só um machucado. Temo que as minhas vontades tenham tomado conta um pouco da minha consciência.
E eu escolhi viver, antes de querer renunciar a qualquer coisa. Uma parte do que me incomodava fugiu denovo. E as coisas fluem leves. Posso até descer denovo as ladeiras e acompanhar as luzes dançarem na minha visão falha.
Elemento estranho esse que de certo é água e tem às vezes tudo próximo diluído, como corpo e o resto como coisa só e se move pelo vento.
Eu caminho nessa linha torta de olhos fechados e vivos.
E eu escolhi viver, antes de querer renunciar a qualquer coisa. Uma parte do que me incomodava fugiu denovo. E as coisas fluem leves. Posso até descer denovo as ladeiras e acompanhar as luzes dançarem na minha visão falha.
Elemento estranho esse que de certo é água e tem às vezes tudo próximo diluído, como corpo e o resto como coisa só e se move pelo vento.
Eu caminho nessa linha torta de olhos fechados e vivos.
sábado, 4 de outubro de 2008
mesmo que não seja mais dor.
"...sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu Deus como você me doía de vez em quando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vez em quando".
Ah, Caio F., você diz tudo às vezes.
Ah, Caio F., você diz tudo às vezes.
Assinar:
Postagens (Atom)