Alguém disse que você vai viver uma fantasia besta até o final... E o final das coisas é onde nem começou. Tudo parece denovo não ter nenhum sentido, e parece não existir mais nada palpável onde você possa se segurar. A gente devia mesmo arrancar o coração e viver sem ele. Ou senão a gente vive sangrando o tempo todo e nunca se recupera. Esse é o problema, a gente nunca se recupera. Queria viver um pouco no casulo amarelo.
Qualquer coisa que eu possa escrever agora parece descartável.
Me dá uma injeção de sangue, porque aqui não sobrou nada.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2009
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
compressão.
É tão bonito se você colorir assim. Mas é só uma deixa, um espaço vazio no tempo que te deram pra entrar. Agora você vive se comprimindo pra caber no abraço seco. Ele brilha longe e te comprimi em mil pedacinhos quebrados... pedindo pra estar perto. O mundo gira, gira e você está lá parada no meio do nada, atrás do lado seco das lágrimas, pois nem elas escorrem... É preciso viver em segredo a dor. Ou se não se consome tudo. Se perde tudo.
Até quando se perguntar se é melhor viver assim comprimido ou seguir o vento frio. É melhor quebrar logo, senão a gente vira pedacinhos tão pequenininhos... que perde-se muito ao juntar denovo...
me faz lembrar a todo tempo como é colorido-dolorido.
sábado, 27 de dezembro de 2008
voltando, voltando...
O mais dolorido não é a distância. O que corta fundo mesmo é que me sinto moradora dos dois lugares. Quando estou lá, parece que vivo lá. Quando estou aqui, parece que vivo aqui. E não há como fazer uma separação entre os corações de lá e daqui. Vejo todos lá e parece que nada mudou, parece que não há distância e tempo que interfira em nada. Mas quando volto é sempre o mesmo baque. É perceber que há uma puta distância entre nós e que nossa convivência depende hoje de poucos dias.
Hoje eu sou só uma pintura rebuscada de alguém...
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
último dia...
Como é dificil se despedir e pensar que vai demorar meses para eu conseguir voltar pra cá.
Junto a mim voltam um abraço carinhoso, as risadas e o sotaque - que eu nunca gostei e dessa vez pareceu tão doce.
Algumas coisas me incomodam muito ainda nessa terrinha alemã. Essa indiferença toda, essa tradição que parece prender às pessoas à terra e a tudo mais. Não sei como explicar, nunca soube, mas eu vejo uma coisa tensa na vida que os blumenauenses e região levam... diferente de como sinto Sorocaba como um certo paraíso pessoal... é tudo tão mais simples lá.
Preciso cada vez mais das coisas simples, cada vez mais me sinto como um corpo flutuante, transparente... O mundo todo respira dentro de mim. E eu transpiro tudo... Só uma bolha no meio de todo o ar...
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Terrinha alemã, cheguei!
Na estrada já dava pra perceber parte do estrago...
E eu me dividindo entre a vontade imensa de ver todas as partes do caminho e o sono que vinha arrebatar-me e roubava os olhos da estrada...
Chegar aqui denovo, me reacostumar com as cores da cidade, um tanto apagadas hoje, mas que me remetem a tanta coisa...
Um berro tão bom de ouvir no interfone, abraços e as companhias... ah! Vamos lá semaninha. :}
E eu me dividindo entre a vontade imensa de ver todas as partes do caminho e o sono que vinha arrebatar-me e roubava os olhos da estrada...
Chegar aqui denovo, me reacostumar com as cores da cidade, um tanto apagadas hoje, mas que me remetem a tanta coisa...
Um berro tão bom de ouvir no interfone, abraços e as companhias... ah! Vamos lá semaninha. :}
sexta-feira, 12 de dezembro de 2008
sobre o mesmo dia...
Hoje eu repartiria a dor em mil pedacinhos, porque eu realmente não queria senti-la sozinha.
sempre algo a perseguir...
O dia 12 de dezembro cada vez me dá mais receio... Desde pequena sempre acompanhado de algum fato marcante. E desde o ano passado, marcado pelas despedidas... de uma forma ou outra é sempre alguém se despedindo... a distância que aumenta e a saudade que corrói.
Tudo escolhe sempre esse dia, ou ele que puxa tudo consigo...
Tudo escolhe sempre esse dia, ou ele que puxa tudo consigo...
sexta-feira, 5 de dezembro de 2008
conversas emessênicas de madrugada...
... e coisas que vão surgindo:
A falta de tempo faz a gente manter as coisas superficiais. Não que a gente queira, mas a gente tem que ficar se encaixando nele o tempo todo e algumas coisas ficam pra fora. Dá um certo alívio e felicidade quando as coisas que valem a pena e gostamos cabem nesse espaço e tempo todo.
O lado bom de tudo que aconteceu nas terrinhas do sul, foi retomar o contato mais próximo e ver tudo interagindo denovo... Como é bom, como é bom de alguma forma sentir tudo perto. Falta só sentir o cheiro da terra...
A falta de tempo faz a gente manter as coisas superficiais. Não que a gente queira, mas a gente tem que ficar se encaixando nele o tempo todo e algumas coisas ficam pra fora. Dá um certo alívio e felicidade quando as coisas que valem a pena e gostamos cabem nesse espaço e tempo todo.
O lado bom de tudo que aconteceu nas terrinhas do sul, foi retomar o contato mais próximo e ver tudo interagindo denovo... Como é bom, como é bom de alguma forma sentir tudo perto. Falta só sentir o cheiro da terra...
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
querendo um pouco mais que três dias.
coração anda inflando novamente.
preenchido de preciosidades antigas.
mas anda meio dividido, não sabe se fica aqui, se permanece lá.
a corda puxa de lá e puxa de cá, e parece que de lá cada vez é mais forte...
e pede certa paz de sentar na beira do mar, de ficar na grama olhando pra nada, com um efeito de vinho, e os reencontros todos. me veêm todos à cabeça e um abraço tão apertado.
até me sinto cheia, distante.
e felizmente menos triste, vejo tudo movimentando denovo...
se me pedirem para ficar aqui, com mais alguns dias eu seco.
preciso ventar por aí, mas volto, daqui eu não me perco, não. meu paraíso... mas até do paraíso a gente pede férias.
preenchido de preciosidades antigas.
mas anda meio dividido, não sabe se fica aqui, se permanece lá.
a corda puxa de lá e puxa de cá, e parece que de lá cada vez é mais forte...
e pede certa paz de sentar na beira do mar, de ficar na grama olhando pra nada, com um efeito de vinho, e os reencontros todos. me veêm todos à cabeça e um abraço tão apertado.
até me sinto cheia, distante.
e felizmente menos triste, vejo tudo movimentando denovo...
se me pedirem para ficar aqui, com mais alguns dias eu seco.
preciso ventar por aí, mas volto, daqui eu não me perco, não. meu paraíso... mas até do paraíso a gente pede férias.
domingo, 30 de novembro de 2008
manso.
Enfim, gosto de você por perto. Mas eu fico tentando meio esconder, porque pode ser que você não entenda... Sempre essa coisa meio instável dominando meu corpo e a minha mente.
Eu odeio como essa coisa de "faltará sempre a sinceridade" permeia o que é desfeito. Parece sempre se repetir, embora alguns lapsos salvem a coisa toda, mas são raros... Enquanto isso fico a todo tempo procurando o que eu penso e sinto linearmente, afinal para mim aquelas partezinhas marcantes ficam e significam, sempre quando reencontro.
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
sobre as 'águas passadas'...
Para o Daniel, o motivo do post era esse: http://allesblau.net/
Há dois meses meu coração andava apertado, querendo muito estar pelas terrinhas do sul denovo, e passar um tempo nem que fosse jogada no sofá da irmã de tarde morrendo de calor, e depois cozinhando alguma guloseima nossa no sofá. Com aquela coisa nossa, de tanto tempo: apoiadas nos nossos próprios ombros. Querendo conhecer o Thomas, que nasceu e eu ainda nem vi. Querendo estar do lado do Bruninho, acompanhando as linhas infinitas que surgem daquele menino e vão parar sei lá onde... Bruninho é imaginação pura... meu ponto simples e que me faz respirar tão puro no meio de tanta coisa dura e tanto concreto. E na semana passada, que me veio o Marcos na mente e me deu um aperto e uma vontade de estar perto, meu quase vizinho, companheiro, que me dizia as coisas que mais tarde estariam tão presentes na minha mente... Sentada em um bar qualquer com o Ti, tomando a cerveja que agora eu quero. Rindo com a Raquélica como sempre...
E tudo isso foi literalmente por água abaixo...
Hoje eu só consigo pensar em quando é que isso tudo vai passar, e eu nem sei bem como, afinal vão ter que reconstruir a cidade inteira, ou acabar com os morros todos, desviar os ribeirões, tirar casas do nada e colocar onde aliás?
Meu coração tá apertado, metade aqui, metade lá, uma coisa meio engasgada e a sensação estranha de pensar que foi lá e que isso tudo aconteceu. E que coisa surreal.
Foi a coisa mais direta que esse blog já teve, mas foi um desengasgo, ou sei lá, um maior ainda, porque remexer nisso dói, como dói pensar em tudo que envolve isso.
domingo, 23 de novembro de 2008
pára de chover!
e dá pra ficar tranquila, mesmo há no mínimo 8 horas de distância de lá?
fico há tantos quilômetros pedindo que pare de chover um pouco.
Enquanto isso, meu corpo todo se mantém tenso e minha mente longe.
fico há tantos quilômetros pedindo que pare de chover um pouco.
Enquanto isso, meu corpo todo se mantém tenso e minha mente longe.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
Dia engasgado
Pise com os pés o coração para fazer dessa dor seca, sangrar alguma coisa. Joguei tudo para o ar e transpareci, virei pedra. Venta denovo e retorna as coisas leves. Lembro bem agora, como chuva diz quando vem: "dá espaço aos vazios também..."
Embora eles doam e eu peça só o refugo de um abraço. Olho para os lados e vejo tudo cheio. Ainda não chegou aqui... Me deixa me esconder um pouco no meu casulo de pedra. Mas dessa vez te dou a senha... Me importa as coisas compartilhadas e dessa vez peço que o engasgo vire vômito.
É tudo tão fragmentado. Pode existir algo inteiro? Há algo estranho no ninho... Suguei meu corpo todo pra dentro, tá díficil respirar.
Embora eles doam e eu peça só o refugo de um abraço. Olho para os lados e vejo tudo cheio. Ainda não chegou aqui... Me deixa me esconder um pouco no meu casulo de pedra. Mas dessa vez te dou a senha... Me importa as coisas compartilhadas e dessa vez peço que o engasgo vire vômito.
É tudo tão fragmentado. Pode existir algo inteiro? Há algo estranho no ninho... Suguei meu corpo todo pra dentro, tá díficil respirar.
sábado, 15 de novembro de 2008
domingo, 9 de novembro de 2008
sábado, 8 de novembro de 2008
Acho que no dia que morrer, vou me misturar ao ar.
Ou vou cair na água mesmo com o vento todo batendo naquela cena de final, com alguém me segurando em um pote bem perto da ponta e me jogando, e eu virando todo vento e toda água, porque de alguma forma, uma hora, vamos virar uma coisa só.
Ou quando o sangue jorrar até o limite dentro do corpo, quando estiver assim meio explodindo pra fora, quando o limite transpassar o meu corpo todo, e eu já não caber aqui. Os olhos arregalados, e um suspiro.
Queria conseguir definir o significado de 'tocar', mas é uma coisa tão imensa. Que não sei a nossa visão não diz mesmo nada, afinal tudo tá além do limite visível das coisas. Como elas se aproximam muito antes de se tocarem. E quando a gente meio se bate, no meio dessa dureza toda, e o barulho dos corpos se encontrando é bem mais vivo que muita coisa. A gente vai se encontrando, e se juntando, e cada vez mais perto que no final viramos um monte de coisas flutuantes.
Flutuar, ser um pouco do ar, não sei. Essa transparência cheia.
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
meia luz, meio vento...
às vezes a gente não cabe, às vezes a gente não cabe na gente...
meio um coração batendo calmo e forte.
meio um coração batendo calmo e forte.
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