Eu juro que eu gosto mais do que nunca desse movimento de desaceleração. Da minha paz e do meu silêncio. Dos meus ouvidos podendo sentir o pulsar do coração e os meus passos pela rua quente, de sentir o vento fresco na minha pele. Fez tanto calor nesses últimos dias, e eu lembrei como gosto do tempo quente, do calor riscando a pele, invadindo os poros, e até do suor... parece vivo. Já no frio parece que a gente ganha uma camada de algo que, no fim, é coisa nenhuma, só é uma distância do mundo. Eu gosto do final do dia de calor, que me dá vontade de qualquer coisa, mesmo que seja sentir o cansaço tomando conta do meu corpo e uma vontade imensa de estar em algum lugar. Uma vontade de mergulhar de cabeça no rio. A vida desnudando a pele...
sexta-feira, 29 de julho de 2011
domingo, 17 de julho de 2011
quarta-feira, 29 de junho de 2011
terça-feira, 28 de junho de 2011
and that's just about...
rain
grass
trees
rivers
feral
wild
music
hot
sweet
quiet
enigmatic
peace
flowers and chess
...saudade.
grass
trees
rivers
feral
wild
music
hot
sweet
quiet
enigmatic
peace
flowers and chess
...saudade.
sexta-feira, 17 de junho de 2011
domingo, 12 de junho de 2011
estação.
Eu não sei dizer se é saudade, só sei que algo me toca quando entro naquele metrô e fico vendo o mapa do caminho mais longo - aquele que eu percorria com o peito aberto e coração na mão até a penúltima estação.
sábado, 11 de junho de 2011
Não é que me falte vontade, mas me sobram muitas outras vontades. É esse tempo louco que eu agarro e não largo - pelo menos por um tempo, só pra eu descansar a mente tranquila no travesseiro pensando em algo que me dê paz - a paz de fazer o que eu acredito e o que me alimenta a alma. Eu sou mais forte que a tempestade voraz.
domingo, 29 de maio de 2011
Pegou todas as esperanças e amarrou em um saco, deixou lá na frente e ficou a esperar alguém pra buscar. Eternamente... Não, não é assim. Eu corro pra alcançar a velocidade do tempo e nesse espaço eu me perco. Fantasmas à me assombrar e uma flor esquecida no asfalto, a qual nunca encontrava, esquecida de desviar o olhar. Eu não sei mais o que esperar - e nem sei se espero. Só corro no asfalto quente.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
quarta-feira, 25 de maio de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
concreto um sonho.
A minha casa é uma ilha.
Pegaram uns pedaços de pedra recortados e encaixaram
em um espaço cinza: eis um lar.
Meu jasmim abraça a telha.
Ele tem a minha idade e não cresce mais.
Me disseram que já morreu.
Mas eu desconfio, ele continua verde.
Às vezes eu penso:
Isso não é meu.
Pegaram uns pedaços de pedra recortados e encaixaram
em um espaço cinza: eis um lar.
Meu jasmim abraça a telha.
Ele tem a minha idade e não cresce mais.
Me disseram que já morreu.
Mas eu desconfio, ele continua verde.
Às vezes eu penso:
Isso não é meu.
domingo, 15 de maio de 2011
meu tempo é longo.
Algumas coisas você protege em um canto quietinho, guarda rápido ali, nem pensa como embrulhar. Só pega aquela coisa e deixa ali na redoma, protegida, dos outros e de si mesmo. Daí alguém pega, te mostra os outros lados para os quais você sempre desviava o olhar e joga isso nas suas mãos. Já não cabe mais no espaço que estava e já não pode mais ficar assim nas suas mãos, tão exposto.
Eu não sei, eu não sei. Eu queria um tempo e ficar só eu na redoma, sem esses pedaços todos espalhados e fincados em tantas portas...
Eu não sei, eu não sei. Eu queria um tempo e ficar só eu na redoma, sem esses pedaços todos espalhados e fincados em tantas portas...
sábado, 14 de maio de 2011
Vem com o vento bom de mudança...
Eu encho os meus pulmões de ar. O meu ar purificado esvaindo pouco a pouco cada miligrama de peso carregado e enferrujado aqui dentro. Eu agradeço pelo que sou e pelo que fui e porque eu posso ver esse você hoje e essas palavras não resumem o tempo, e nem pretendem, porque o tempo não seria palpável, mas porque - mesmo sem qualquer pretensão - me dão forças para seguir e me ensinam sobre mim. Obrigada, vento bom, porque hoje, agora, eu sei melhor de mim.
quarta-feira, 11 de maio de 2011
terça-feira, 3 de maio de 2011
do indízivel...
É noite, é frio, é melancolia, é saudade... são os sonhos perseguindo toda noite e a energia apontando caminho, todo dia essa luz me transpassando e apontando pra alguma coisa e sempre uma mensagem que tranquiliza ou surpreende, o vento - e só o vento? - tateando a minha pele e minhas esperanças se perdendo e se encontrando pelo ar...
quinta-feira, 31 de março de 2011
entre os dentes do tempo...
Não vai dar mais para correr para o quintal. Não há mais gritos, não há mais tombos, não há mais caminhos a serem percorridos com pequenos passos. Não sobrevivem as promessas, não há mais certezas, não há previsão, não há nada - nada além dos olhos fixos no relógio, se perdendo com a rapidez das horas e com a mente que tanto devaneia...
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