sexta-feira, 29 de julho de 2011

A vida desnudando a pele...

Eu juro que eu gosto mais do que nunca desse movimento de desaceleração. Da minha paz e do meu silêncio. Dos meus ouvidos podendo sentir o pulsar do coração e os meus passos pela rua quente, de sentir o vento fresco na minha pele. Fez tanto calor nesses últimos dias, e eu lembrei como gosto do tempo quente, do calor riscando a pele, invadindo os poros, e até do suor... parece vivo. Já no frio parece que a gente ganha uma camada de algo que, no fim, é coisa nenhuma, só é uma distância do mundo. Eu gosto do final do dia de calor, que me dá vontade de qualquer coisa, mesmo que seja sentir o cansaço tomando conta do meu corpo e uma vontade imensa de estar em algum lugar. Uma vontade de mergulhar de cabeça no rio. A vida desnudando a pele...

domingo, 17 de julho de 2011

Todo dia o coração morrendo pouco a pouco pelo amor e desamor. Eu não sou forte, Eu não sou forte. Às vezes é muito para um coração tão pequeno.

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Eu vejo o mundo sem muita nitidez... ao menos onde a pele toca. Lá parece que fica tudo vibrando, como uma corda emitindo a textura do som. Minha memória, feita de cores, pulsando e saltando ao meu olhar...

movimento livre e vivo... e docemente selvagem.

terça-feira, 28 de junho de 2011

and that's just about...

rain
grass
trees
rivers
feral
wild
music
hot
sweet
quiet
enigmatic
peace
flowers and chess

...saudade.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

algum movimento e alguma luz e um olhar tão enigmático como pode ser o meu, mas de alguma forma incrívelmente leve.

domingo, 12 de junho de 2011

estação.

Eu não sei dizer se é saudade, só sei que algo me toca quando entro naquele metrô e fico vendo o mapa do caminho mais longo - aquele que eu percorria com o peito aberto e coração na mão até a penúltima estação.

sábado, 11 de junho de 2011

As preciosidades que vão saltando dessa caixinha... quanto tem ali? e ainda é bastante? ainda é pouco? - nada tem medida.
Até semanas atrás eu sonhava com você - e não eram poucas vezes - e a imagem era simplesmente bonita e de uma leveza que não consigo descrever, mas agora eu só sonho com o descaso - e ele me parece mais verdadeiro - tristemente verdadeiro.
Não é que me falte vontade, mas me sobram muitas outras vontades. É esse tempo louco que eu agarro e não largo - pelo menos por um tempo, só pra eu descansar a mente tranquila no travesseiro pensando em algo que me dê paz - a paz de fazer o que eu acredito e o que me alimenta a alma. Eu sou mais forte que a tempestade voraz.

domingo, 29 de maio de 2011

Pegou todas as esperanças e amarrou em um saco, deixou lá na frente e ficou a esperar alguém pra buscar. Eternamente... Não, não é assim. Eu corro pra alcançar a velocidade do tempo e nesse espaço eu me perco. Fantasmas à me assombrar e uma flor esquecida no asfalto, a qual nunca encontrava, esquecida de desviar o olhar. Eu não sei mais o que esperar - e nem sei se espero. Só corro no asfalto quente.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

existir e só.
(dando uma folga para o coração)

espero.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Quem consegue lidar com tantas portas abertas?

terça-feira, 17 de maio de 2011

concreto um sonho.

A minha casa é uma ilha.
Pegaram uns pedaços de pedra recortados e encaixaram
em um espaço cinza: eis um lar.
Meu jasmim abraça a telha.
Ele tem a minha idade e não cresce mais.
Me disseram que já morreu.
Mas eu desconfio, ele continua verde.
Às vezes eu penso:
Isso não é meu.

domingo, 15 de maio de 2011

meu tempo é longo.

Algumas coisas você protege em um canto quietinho, guarda rápido ali, nem pensa como embrulhar. Só pega aquela coisa e deixa ali na redoma, protegida, dos outros e de si mesmo. Daí alguém pega, te mostra os outros lados para os quais você sempre desviava o olhar e joga isso nas suas mãos. Já não cabe mais no espaço que estava e já não pode mais ficar assim nas suas mãos, tão exposto.
Eu não sei, eu não sei. Eu queria um tempo e ficar só eu na redoma, sem esses pedaços todos espalhados e fincados em tantas portas...

sábado, 14 de maio de 2011

Vem com o vento bom de mudança...

Eu encho os meus pulmões de ar. O meu ar purificado esvaindo pouco a pouco cada miligrama de peso carregado e enferrujado aqui dentro. Eu agradeço pelo que sou e pelo que fui e porque eu posso ver esse você hoje e essas palavras não resumem o tempo, e nem pretendem, porque o tempo não seria palpável, mas porque - mesmo sem qualquer pretensão - me dão forças para seguir e me ensinam sobre mim. Obrigada, vento bom, porque hoje, agora, eu sei melhor de mim.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

De todas as palavras que eu poderia ter dito, 'saudade...' era a mais verdadeira delas... e foi a única que eu não disse.

terça-feira, 3 de maio de 2011

do indízivel...

É noite, é frio, é melancolia, é saudade... são os sonhos perseguindo toda noite e a energia apontando caminho, todo dia essa luz me transpassando e apontando pra alguma coisa e sempre uma mensagem que tranquiliza ou surpreende, o vento - e só o vento? - tateando a minha pele e minhas esperanças se perdendo e se encontrando pelo ar...

sábado, 30 de abril de 2011

Encarando bravamente essa luta diária em que a arma é amor.

quinta-feira, 31 de março de 2011

entre os dentes do tempo...

Não vai dar mais para correr para o quintal. Não há mais gritos, não há mais tombos, não há mais caminhos a serem percorridos com pequenos passos. Não sobrevivem as promessas, não há mais certezas, não há previsão, não há nada - nada além dos olhos fixos no relógio, se perdendo com a rapidez das horas e com a mente que tanto devaneia...

domingo, 20 de março de 2011

Sempre essa corrida contra o tempo e o coração pulsando na garganta...