quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Por um triz da força, que se é luz.

Eu levantei com o coração apertado. E nem sei de onde me levantei, nem ao certo quando. Porque afinal eu já estava de pé, eu estava de pé, com o coração e o corpo pulsando leve denovo. Tão bonito, e os dias calmos, e a cidade toda calma, nesse reflexo de mim que ela sempre é. E meu coração aquecido pelas horas tão bonitas e pessoas tão bonitas por perto. Eu pensava que era aquele ciclo novo que estava a surgir por aqui, e que finalmente a gente vive, finalmente eu respiro leve aqui denovo. E no meio da coisa toda, meu coração me arrebata, e me vem essa nuvem, essa nuvem, me esconder os raios de sol. E me caem a mente os três beijos, tão doces, tão ternos, tão lentos... e os nossos dias todos, vem atrás. E eu me perco em imagens bonitas, em uma sensação tão bonita. Mas sempre se volta à esse branco, à essa nuvem toda. Eu não quero sentir a queda, eu não quero. Ou as companhias me salvam, ou tento me salvar primeiro.

3 comentários:

Duda disse...

É sempre mutuo. Vem de dentro pra fora e de fora pra dentro.
Pessoas-esponja como tu, sempre absorvendo tudo. Sempre doando tudo. É tão bonito.
Não se abale. As nuvens só escondem o sol, não o apagam.
É só soprar o vento que o sol volta a brilhar.
E o vento há de soprar tão logo.

Anônimo disse...

blowjob?

Fern. disse...

Gostei de como as lembranças vem atrás dos beijos...É sempre tão assim!