quarta-feira, 13 de outubro de 2010

às vezes eu queria ter uma explicação plausível, e só.

Fui rabiscando o chão com passos curtos, indo e voltando, e por horas talvez andando em círculos, e percebendo que não me deram todas as palavras do mundo para explicar as coisas. Faltou alguma coisa no meu vocabulário que nunca se completou o suficiente para que eu possa explicar as coisas que vêm mais lá do fundo. E de certa forma, percebi que ah, nem eu me compreendo às vezes por isso. Mas por algum milagre, algumas palavras vão caindo, passando pela minha garganta, encontrando o meu coração e lentamente vão mostrando algum sentido visível para o que se passa nele. E eu agradeço, enfim, por essas raridades.
Mas quando elas não surgem, eu fico costurando sentidos com todas as linguagens possíveis, de respiros, poesias, silêncios, humores, até que tudo isso forme alguma letra decifrável (pra mim, acima de tudo).

4 comentários:

Flavih Jones disse...

Isso acontece muito comigo.
Essa falta de palavras, essa falta de sentido... nesses momentos, eu faço como vc:

eu fico costurando sentidos com todas as linguagens possíveis, de respiros, poesias, silêncios, humores, até que tudo isso forme alguma letra decifrável (pra mim, acima de tudo).


Perfeito isso. *.*
Beijos

Flavih Jones disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nátalin Guvea disse...

Tati, há um problema com o vocabulário: ele é pobre demais.
É essa coisa toda que não existe junção de letras que explique...tambem pula aqui dentro.

Larissa disse...

aaa a confusão, a complexidade. eu ando meio perdida também, como entender?
Lindo texto!
;*